A corrida é uma das grandes apostas da marca do Swoosh. A Nike conquista pelo seu legado, pelo estatuto icónico, pelo design e pela inovação constante. Nos últimos anos, os eventos da marca dedicados à corrida multiplicaram-se, cada vez mais ambiciosos e espetaculares. O After Dark Tour é um bom exemplo: uma iniciativa pensada para dar protagonismo às corredoras e ao seu equipamento.
A Nike voltou a apostar forte num circuito internacional de grande escala, composto por provas exclusivamente femininas. Seul, Sydney, Shanghai, Cidade do México, Los Angeles, Bombaim e Londres foram algumas das cidades que receberam etapas dedicadas à comunidade de corredoras. Mais do que uma competição, o After Dark Tour afirmou-se como uma experiência imersiva completa.
Entre 10 km e meia maratona, atletas de todos os níveis reuniram-se para ocupar as ruas das maiores cidades do mundo. A marca destacou a inclusão, incentivando mais mulheres a correr, sobretudo numa altura em que a noite pode tornar-se um obstáculo. O movimento convidou-as a calçar os ténis e a reconquistar o espaço público, fossem iniciantes ou corredoras experientes. Uma forma de reforçar o compromisso da Nike com o desenvolvimento do desporto feminino.
Uma etapa final em Londres
A última etapa do Nike After Dark Tour realizou-se no coração da capital britânica, no domingo, 23 de novembro. O encontro ficou também marcado pela exposição Rebel by Design, dedicada a equipamentos concebidos para combinar segurança e elegância. Cinco cidades estiveram representadas: Milão, Barcelona, Berlim, Londres e Paris. Cada coletivo recebeu um equipamento de corrida personalizado, com o tema Rebel Runner, criado por duas designers do respetivo país. Cinco criadoras de conteúdos e corredoras representaram a França, vestindo criações que destacaram o savoir-faire francês na área do corset.
Equipamentos para valorizar a corrida feminina
Natural da Reunião, Onille Hoareau ficou marcada pela experiência londrina, a começar pela entrega do equipamento exclusivo. «Estes equipamentos ajudam-nos a sentirmo-nos mais confiantes quando corremos à noite. É uma forma de recuperar o espaço público», sublinha a corredora, formada em operação de câmara e motion design. «Muitas mulheres não se atrevem a correr sozinhas ou acompanhadas à noite, por medo ou insegurança.»
Os equipamentos franceses foram criados pelas designers e estilistas Georgie Salama (@gigiecouture) e Iris Gonzales (@irisgzs). O objetivo era criar um conjunto confortável para competir, valorizando o espírito anticonformista e a história do corset. As criadoras reinventaram peças Nike disponíveis no comércio, acrescentando-lhes detalhes parisienses. «Os equipamentos eram magníficos, práticos e tinham um toque rebelde muito bem conseguido», entusiasma-se Onille Hoareau.
Uma corrida exclusivamente feminina
No dia seguinte, realizou-se uma prova de 10 km dividida em três níveis, num circuito de 2,5 km. Um quilómetro de qualificação permitiu distribuir as 5000 participantes pelas diferentes vagas. «É uma novidade a que não estamos habituadas nas competições tradicionais», analisa a apaixonada pela corrida. Uma forma de garantir que ninguém corria sozinha, graças às voltas curtas e à distribuição do pelotão. «Algumas vieram para ganhar, outras alternavam entre caminhar e correr. Apoiávamo-nos umas às outras e incentivávamos os grupos que ultrapassávamos. O ambiente era imersivo, com muita energia, música e luzes». Todas as corredoras encontraram o seu lugar, fossem competir por um bom resultado ou viver uma experiência memorável. «A Nike sabe organizar muito bem este tipo de eventos, gostei imenso», afirma a jovem, que corre e anda de bicicleta há três anos.
Entrega de prémios pela campeã olímpica Keely Hodgkinson
Algumas participantes chegaram com ambições de vitória, como a especialista dos 10 km Charline Heu, dona de um recorde pessoal de 33’53. Integrada no running club Eight Lines, a atleta apontava ao primeiro lugar. Assumiu a liderança logo nos primeiros 500 metros. «Liderei controlando o ritmo, e nunca é fácil correr na frente. Fui ultrapassada no último quilómetro e terminei em segundo. O circuito era exigente, com uma sucessão de curvas e passagens por hangares. A corrida decorreu no enorme complexo e centro de convenções ExCeL London».
A atleta da Entente Oise Athlétisme apreciou um programa intenso, sustentado por uma forte identidade visual e um ambiente vibrante. Os espectadores, reunidos ao longo do circuito, garantiram apoio constante. O evento foi cuidado ao pormenor, desde a cerimónia de entrega de prémios à atmosfera noturna, passando pela medalha de finisher, concebida como uma joia. «Foi a rainha Keely Hodgkinson que nos entregou os troféus», sorri Charline Heu.
É um movimento pensado para as mulheres e, acima de tudo, para o nosso lugar no desporto. É bom ver que hoje somos cada vez mais representadas pelas marcas. O conceito é fantástico, passei um fim de semana mágico entre mulheres, com uma equipa incrível.
Unir as mulheres através do desporto
O Nike After Dark Tour procurou valorizar o desporto feminino e, ao mesmo tempo, reunir mulheres em torno de uma paixão comum. Um momento para correr com amigas, mas também para conhecer outras corredoras. «Foi um espaço de partilha, tanto na linha de partida como durante a nossa preparação», conta Onille Hoareau.
A mensagem é forte. O desporto feminino continua a ter pouca visibilidade. Temos de recuperar a rua e a noite, através de eventos como o After Dark Tour ou os 10 km da La Parisienne. Muitas mulheres ainda hesitam em correr em grupo ou inscrever-se num clube. Quando podemos mexer-nos juntas e temos um espaço para o fazer, é uma iniciativa valiosa.
Para corredoras como Onille Hoareau, participar neste tipo de eventos é uma forma de valorizar a força feminina na modalidade, num ambiente acolhedor e memorável. «Participar é mostrar que queremos correr e praticar o nosso desporto sem sermos julgadas pelo que vestimos ou pela forma como nos movemos», resume a criadora de conteúdos.