O erro de medição que encurtou a Meia Maratona de San Francisco
Publicado em qua., 9 de setembro de 2026
Atualizado em qua., 9 de setembro de 2026
Em 29 de julho de 2024, 3.700 corredores largaram na Meia Maratona de San Francisco. Na chegada, uma surpresa os esperava: tinham percorrido quase um quilômetro a menos, o que invalidou seus tempos e provocou frustração entre a comunidade de corredores.
Agora, os resultados dos corredores da meia maratona de San Francisco 2024 vêm acompanhados da distância « 20,2 km ». Para entender o que aconteceu, é preciso voltar a 29 de julho de 2024. Paralelamente à maratona de San Francisco, são realizadas duas meias maratonas distintas. A « Bridge-Half » e a « City-Half ». Esta última começa no Golden Gate Park e serpenteia pelas ruas de San Francisco. No dia do evento, um erro veio perturbar uma organização já bem afinada.
A Meia Maratona de San Francisco havia sido certificada pela USA Track & Field (USAFT), entidade responsável por garantir a conformidade das distâncias oficiais. Segundo os organizadores, tudo começou com uma confusão na elaboração do mapa usado para preparar o percurso. Embora a medição inicial estivesse correta, o erro levou à colocação incorreta dos marcadores de distância. Resultado: um corte de cerca de 800 metros entrou no traçado final, reduzindo a meia maratona a 20,2 quilômetros em vez dos 21,1 quilômetros regulamentares. O erro só foi reconhecido publicamente depois da prova, quando participantes perceberam uma diferença entre as distâncias registradas em seus relógios GPS e a distância oficial. Dois dias depois da corrida, os organizadores enviaram um e-mail aos participantes, assumindo integralmente a responsabilidade:
Apesar da medição e da certificação por um medidor de percurso certificado pela USAFT, este percurso não foi medido corretamente, resultando em uma distância de 20,2 quilômetros em vez dos 21,1 quilômetros completos. »
Participantes frustrados
A inscrição para esta prova lendária custa 230 dólares, cerca de 220 euros. A esse valor somam-se as despesas de transporte, hospedagem e alimentação. A frustração era, portanto, evidente entre os participantes. Além da questão financeira, uma das principais reclamações dos corredores foi a impossibilidade de usar a prova como qualificação ou como referência para seus desempenhos. Enquanto alguns corredores pedem compensações ou descontos em futuras edições, outros ressaltam que a experiência de correr continua sendo, acima de tudo, um momento de superação pessoal.