Robert Pirès, Arjen Robben, David Beckham… As estrelas do futebol que trocaram os gramados pelas corridas

Robert Pirès, Arjen Robben, David Beckham… As estrelas do futebol que trocaram os gramados pelas corridas

Dorian Vuillet
Por Dorian Vuillet

Publicado em qua., 9 de setembro de 2026

Atualizado em qua., 9 de setembro de 2026

Depois de fazerem vibrar estádios do mundo inteiro, algumas antigas estrelas do futebol trocaram as chuteiras por tênis de corrida. Da Maratona de Nova York às provas de ultraendurance, esses ex-jogadores mostram que a adrenalina da competição nunca desaparece.

O futebol é um esporte de explosão, sprints repetidos e mudanças constantes de ritmo. Já a corrida, sobretudo em longas distâncias, exige uma gestão mais linear do esforço e uma mente de aço. Ainda assim, nossos amigos jogadores encararam o desafio com brilhantismo. Se essas antigas estrelas do futebol conseguem se reinventar na corrida, é graças a uma disciplina implacável e uma paixão sem limites pelo desafio. A transição inspira muitos amantes do esporte e prova que é possível continuar se superando, mesmo depois do fim de uma carreira profissional.

Seja por um desafio pessoal, por uma causa beneficente ou simplesmente pelo prazer de correr, os mais resistentes se aventuram no exigente universo das maratonas e de outros desafios de endurance. Foi o caso de Robert Pirès, campeão mundial em 1998. Aos 50 anos, uma das lendas do Arsenal inglês se propôs a disputar a Maratona para Todos nos Jogos Olímpicos de Paris. Nada simples para quem, como o francês nascido em Reims, detestava treinos regenerativos e outras atividades ligadas à corrida. Muito distante de Tamirat Tola, etíope vencedor dos 42,195 km olímpicos, Pirès pode se orgulhar de ter concluído sua maratona em 5h10min09s. Nada mal.


Da intensidade do gramado ao esforço solitário

Várias outras figuras do futebol também fizeram com brilho essa transição dos gramados para a corrida. Alguns jogadores aposentados mostram que a vontade de se superar nunca se apaga. É o caso de Toni Kroos, ex-meio-campista do Real Madrid, que descobriu uma paixão pelas longas distâncias depois de encerrar a carreira. Já Claude Makélélé, incansável volante da seleção francesa e do Chelsea, encarou o desafio da Maratona de Paris para apoiar uma instituição beneficente. Kaká, Bola de Ouro de 2007, correu sua primeira maratona em Berlim, em setembro de 2022. O brasileiro, que passou por Real Madrid e Milan, entre outros clubes, completou a missão em 3h38min06s.

Outros levaram o desafio ainda mais longe, como Gabriel Batistuta, o antigo goleador argentino que surpreendeu todo mundo ao participar de trails em meio à natureza. Sua resistência e força mental, forjadas nos gramados da Serie A, a primeira divisão italiana, ajudaram-no a encarar provas extremas. E pensar que o “Batigol” queria amputar as pernas depois de fazer as melhores defesas do planeta sofrerem… Mais impressionante ainda, David Beckham foi visto treinando para provas de longa distância, provando mais uma vez que a adrenalina da competição nunca desaparece de verdade.


Quando as lendas calçam os tênis

Se esses ex-jogadores conseguiram se adaptar à nova modalidade, foi também graças à disciplina e ao amor pelo desafio. A transição para a corrida inspira muitos fãs e prova que o esforço físico pode continuar muito depois de uma carreira no mais alto nível. Seja por prazer, performance ou uma boa causa, essas antigas estrelas mostram que é possível brilhar em um terreno completamente diferente. Um dos exemplos mais marcantes é Tomasz Kuszczak, ex-goleiro do Manchester United, que completou várias meias-maratonas depois da carreira. Kevin Kilbane, ex-internacional irlandês, também calçou os tênis e correu a Maratona de Londres em 3h14min44s para arrecadar fundos para instituições beneficentes.

👏 | O ex-jogador Arjen Robben registra um tempo de ponta na @MarathonRdam e termina abaixo de três horas na Coolsingel! #demooiste #marathonrotterdam pic.twitter.com/EtJcvyJURh

— Rijnmond Sport (@RijnmondSport) 16 de abril de 2023

Outras grandes estrelas aposentadas também pegaram gosto pela corrida. Alan Shearer, lendário artilheiro inglês, participou de provas beneficentes, provando que o espírito competitivo nunca desaparece. Didier Drogba também foi visto várias vezes encarando longas distâncias, levantando a possibilidade de uma futura participação em uma maratona. Mais recentemente, Arjen Robben, aposentado dos gramados desde julho de 2021, tenta manter a forma. O ex-jogador da seleção holandesa, então com 39 anos, participou da Maratona de Roterdã em abril do ano passado e registrou um tempo impressionante. O ex-ponta do Bayern de Munique cruzou a linha após 2h58min33s de esforço, com média de 4min23s por quilômetro. Mas o holandês melhorou seu tempo em quase quinze minutos em relação ao ano anterior, quando completou os 42,195 km em 3h13min57s. Impressionante.


Os benefícios da corrida para os jogadores de futebol

Para essas estrelas do futebol, a corrida oferece muitos benefícios. Ela ajuda a manter a melhor forma física, melhora a resistência e fortalece a mente. Além disso, participar de maratonas ou provas de rua permite conhecer novas paisagens e viver experiências únicas. Essas provas também são uma ótima oportunidade para arrecadar fundos para instituições beneficentes, acrescentando uma dimensão filantrópica às suas performances.

Ao participarem de maratonas e de diferentes tipos de prova, esses campeões demonstram que o espírito competitivo e a vontade de se superar não têm fronteiras. Suas trajetórias impressionantes mostram que sempre é possível se reinventar e encarar novos desafios, mesmo depois de uma carreira extraordinária nos gramados mais importantes do planeta.

Ao se aventurarem na corrida, esses ex-jogadores provam que o esporte continua sendo um estilo de vida muito além dos gramados. Seja por uma causa, por desafio ou simplesmente por prazer, eles inspiram milhares de fãs a correr. Então, depois do lendário sprint de Cristiano Ronaldo em campo, será que um dia veremos CR7 na largada da Maratona de Nova York? 

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